terça-feira, 5 de junho de 2012
O insofismável encontro
terça-feira, 29 de maio de 2012
Poema suicida
Vontade de morrer...
Não eu
A vida, existem vidas que têm vontade de morrer
Elas se matam
vulgo suicídio
Isso causa em mim uma série de interrogações e exclamações...
Por quê?
Matou-se!?
Foi-se? Pronde?
últimos instantes... terror, ou o sorriso dos da 2ª geração...
Penso que haveria outra solução, que não a fuga, que não a ausência
Adiantamos o 13º, as férias, mas a morte... a morte?!
E a vida, como fica?
A vida já é tão difícil de ser vivida a ainda vou querer morrê-la
Entre a dificuldade de viver e a incerteza de morrer, prefiro a primeira...
Aos suicidas, fica o meu misto de respeito, pena e incompreensão...
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
QUATRO QUASE ILUSÕES...
e põe no meu caminho quatro ilusões
Amar, viver, cantar e ser
o que eu não posso negar"
o que eu não posso negar
o que eu não posso negar, totalmente seu...
A ENCANTADORA DA NOITE
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Foste
ERA A MINHA SININHO
ELA, COMO FADA APARECEU
E COMO FADA DESAPARECEU
ELA NÃO ENTENDEU QUE NÃO QUERO CRESCER
AÍ ELA FOI EMBORA CRESCER SOZINHA
E EU CONTINUO AQUI
ESCREVENDO BOBAGENS COMO A CRIANÇA QUE SOU
NA ESPERANÇA DE UM DIA ELA NOVAMENTE ME LER...
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
FUNERAL DE MORTO
- Depois que me deixaste, eu sofri.
- Sofri tanto, tanto, tanto... pensei que iria morrer. Era uma tristeza que vinha de cima, de baixo, do lado, de frente, de trás. Deixei até de tomar sorvete porque lembrava de ti.
- Não fazias questão de te esconder com outras mulheres, passavas por mim com elas e parecias zombar de mim pra elas, pois todas elas sorriam ao passar por mim... aquilo me afligia, deixava-me louca, era um misto de vergonha, tristeza, arrependimento. Eu perguntava pra mim mesma: - Por que ele faz isso comigo? Eu só o amei. Fazia tudo pra ele. Tratava-o como rei...
- Depois de ti nunca mais fiquei com ninguém. Criou-se um medo em mim...
- Nossa filha... nossa filha, tua única filha, tão linda, tão inteligente, tão doce, nem a ela respeitaste... como pôde deixá-la vê-lo com outra em nossa cama? És um animal irracional. Ela nunca fala disso, só prefere não ver suas fotos, nem ouvir falar teu nome. Tenho a impressão que a palavra pai a incomoda. No dia dos pais ela se tranca no quarto e passa o dia inteiro ouvindo música alta e assistindo aos filmes baixados da internet. Só a vemos no dia seguinte, com um sorriso cinza, quase triste que vai se colorindo com os outros dias até ficar cinza e quase triste no próximo dia dos pais...
- Nunca tentaste se reaproximar, nunca demonstraste arrependimento, nem um cartão, nem uma ligação. Não precisava ser pra mim! Mas para a tua filha, pra tua filha, pra tua filha, seu filho da puta, miserável, bandido... nós te amávamos! Nós te amávamos... (choro forte, soluço, choro descontrolado...)
Ninguém sabia o que fazer... todos estavam ali escutando o desabafo íntimo público... até que a filha veio até ela e a tirou de cima do corpo do pai...
Ela, desesperada, abraçava a filha com força e gritava: - Ele se foi! Ele se foi! Teu pai se foi... (choro alto e forte).
A filha, com serenidade sobrenatural, abraçou a mãe com força, afastou o rosto dela de seus ombros, olhou nos seus olhos e disse: - Ele se foi há muitos anos. Continuaremos só nós duas como sempre foi.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
RONDA
A lhe procurar, sem encontrar
No meio de olhares espio
Em todos os bares
Você não está...
Volto prá casa abatida
Desencantada da vida
O sonho, alegria me dá
Nele você está...
Ah! Se eu tivesse
Quem bem me quisesse
Esse alguém me diria
Desiste, essa busca é inútil
Eu não desistia ...
Porém com perfeita paciência
Volto a te buscar
Hei de encontrar
Bebendo com outras mulheres
Rolando dadinhos
Jogando bilhar...
E nesse dia então
Vai dar na primeira edição
Cena de sangue num bar
Da avenida São João...”
Conheceram-se adultos. Ela, sempre muito estudiosa, tirou o ensino médio aos 17, entrou cedo na faculdade de pedagogia e lá o conheceu. Ele, da turma do fundão, tirou o ensino médio via supletivo, sem apoio de pai ou mãe, começou a trabalhar cedo e sabia o que era a dureza da vida.
Na faculdade de pedagogia particular que estudou, conheceu-o na máquina de xerox. Ele era o famoso João da cópia, ralou demais para conseguir aquele espaço, trabalhou na feira, lavou o carro do reitor por alguns anos, juntou dinheiro, comprou a máquina e negociou o espaço diretamente com o reitor. O que lhe custaria ainda algumas lavagens de carro quinzenais, fora o aluguel. Mas homem de trabalho que era não tinha medo da dureza e conseguiu seu espaço. Aprendeu a mexer com a máquina de xerox com um senhor com o qual havia trabalhado anos atrás.
Ela, a professorinha, tinha sempre desconto nas cópias com ele, às vezes nem pagava. Ela aceitava, pois a quantidade de cópias pesava no orçamento.
Jovens, recém-adultos, depois de tantas cópias, tantas páginas, apaixonaram-se.
Ele, como em todo início, mil gentilezas, muitos filmes, nada de amigos, era somente ela. E ela por sua vez, sem cobranças, muito pão de queijo, beijos e amores.
Casaram-se. Ela formada, concursada e lotada em uma escola no centro, rua São Bento, início da São João. Ele, microempresário do ramo de cópias, já mandava alguém lavar o carro do reitor. Nunca ficariam ricos, mas conseguiram se livrar da extrema pobreza e fixaram-se num apartamentozinho apertado entre os prédios ocupados com escritórios de representações, advogados, médicos ou outra atividade prestadora de serviço. Para ele a facilidade para lidar com a boemia do centro, para ela a facilidade de morar perto do trabalho.
O tempo passou e com ele veio a rotina, a mesmice, um desafeto sereno, o descuido descuidado, as horas se passam, o futebol toma mais tempo, a bebida com os amigos se torna frequente, camisa com marcas de baton, perfumes estranhos...
Ela, por sua vez, aumenta a carga horária de aulas, traz mais trabalho pra casa, são mais provas para elaborar e corrigir.
Os dois se envolvem numa ausência presente mútua. Surgem as brigas, discussões mais ríspidas. Ela prefere as provas e ele os amigos, ela a escola e ele o bar, dificilmente jantavam ou almoçavam juntos.
Ela, mais do que ele, incomodava-se com a demora na noite, feria-lhe o baton, pertubava-lhe os estranhos perfumes . Ele, agora frio e distante, pouco se ocupava dela.
Numa dessas noites solitárias, ela se ocupou de pensar nele, bateu uma saudade antiga, ela levantou do sofá, foi ao quarto pegou uma camisa dele e se irritou com o estranho perfume, revirou os bolsos e leu o bilhete manchado de baton e com cheiro de cerveja e cigarro que dizia: “ela não te merece, vamos fugir”.
Uma mistura de raiva, dor e mágoa se apoderaram dela e, mesmo de noite, ela saiu a rondar a cidade a lhe procurar, mas sem o encontrar.
Ela continua e no meio de olhares espia em todos os bares e ele não está.
Volta pra casa abatida, desencantada da vida, mas mesmo assim, nesta noite sonha com ele e se alegra.
Ela não foi trabalhar, liga para uma amiga confidente, fala sobre a ausência do marido, a indiferença, a distância, a frieza, a inércia, a tristeza, a dor, a angústia, a desilusão e a amiga sentencia: - Desiste, essa busca é inútil.
Mas ela não desiste, ela sabe que ele está ali, tão perto e tão longe, pelos bares... bebendo sua vida. Com perfeita paciência, ela volta a buscá-lo e o encontra bebendo com outras mulheres, rolando dadinhos e jogando bilhar...
E um dia depois deu na primeira edição: “Cena de sangue num bar da Avenida São João”.
Trecho da notícia: “(...) testemunhas deram conta de que a jovem chamou a vítima, mas a vítima a tratou com indiferença, virou um copo de cerveja, puxou uma mulher que estava na roda e a beijou. A jovem tirou da bolsa um revólver calibre 38, de acordo com a perícia. Todos correram, menos ele. A mulher beijada por ele também correu, ele tomou mais um gole de cerveja, sentou em uma cadeira e a olhou nos olhos. Ela, por sua vez, perguntou: - Por quê? e disparou um tiro certeiro no meio da testa da vítima, ele nem tombou da cadeira, só a cabeça que caiu por cima do ombro e ali morreu de olho aberto. Logo em seguida ela olhou para os lados e, chorando muito, deu um tiro na boca e caiu por cima da poça de sangue da vítima (...).
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Das desigualdades sempre iguais...
quem tem vez é ladrão
Viva o Brasil
Viva Roriz
Entorte o nariz, mas continua a Roriz
Na legislativa do Pará, não para, não para, não para
Todo dia tem nova denúncia
é guerra de licitações fraudulentas
Todo mundo levou um pocão, só o povo ficou de pires na mão...
Preso?
Quem foi preso?
Ninguém, abestado.....
Agora o mínimo é 619...
Alguém sugeriu - arredonda prá 620
e outro gritou - Ô imbecil, esse é o máximo que se dá para o mínimo...
Folha de São Paulo 03/08/2011: "STF aprovou salários de R$ 30,6 mil"
mínimo R$ 619,21
STF R$ 30,6
Olhando rápido... parece até que ganhamos mais - hahahaah...
domingo, 27 de março de 2011
Nos vemos o quanto antes...
Dia 24 último achaste de nos deixar, assim, sem avisar, quando te chamaram no céu, foste e nem olhaste para trás... mas não esquenta não... eu também faria o mesmo... aqui é muito chato...
Imagino-te fazendo Davi rolar de risos aí no céu, vejo-te aguarrado nas saias da irmã Maria José, como criança cansada da ausência da mãe amada, cansada da vida adulta chata aqui da Terra, casada de vendas, cansada de tantas viagens, casada de tantos ensaios, tantas cantatas... casada da séria vida adulta (seriedade de adoravas contrariar...).
Estavas cansado de fazer de todos os problemas mais uma piada, mas de todos os cansaços possíveis, sei que DEUS cansou de viver no céu sem a alegria do João, a humanidade não te merecia mesmo, eras daqueles "DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO"...
Sei que agora acabaram-se as vendas, as viagens e os ensaios.
Mereces, mais do que todos nós aqui na Terra, o descanso, a paz, a eternidade... a nós, resta a saudade alegre, a alegria triste de tua ausência, a certeza plena de onde estás, a felicidade compartilhada por saber que estás em nobre companhia, resta-nos a tristeza da partida, mas também nos resta a alegre certeza do reencontro... reencontro este breve... muito breve...
Obrigado, João!
... e até mais logo... aí, no céu!
"Perece o justo, e não há quem considere isso em seu coração, e os homens compassivos são recolhidos, sem que alguém considere que o justo é levado antes do mal. Entrará em paz; descansarão nas suas camas, os que houverem andado na sua retidão." (ISAÍAS 57:1-2).
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Incrédulos
Das palavras frias, quase cinzas...
Sou incompassível
Dos que não amam ler...
Sou inconcusso
Dos que entendem a vida, mas não entendem a arte...
Sou inconspícuo
Dos que me amam em vida...
Sou inconsulto
Dos que consultam a vida...
Sou incorpóreo
Dos que buscam o belo...
Sou incorreto
Incorrigível
Incorruptível
E de tantos “ins”
Incrédulo dos que se dizem sem fé em DEUS...
Das sem nexo...
Na feroz jornada se aproveita a estada
De quando se está sozinho se aproveita o nada
E da feliz jornada se aproveita o fora
Das palavras sem nexo, das idéias incivis
Se faz um poema relapso que não será nem lido e
sábado, 11 de dezembro de 2010
Esterei aqui quando voltares
Fiquei...
Bati com os olhos no luar e eu fiquei no "já vou já"
Mas se voltares
Vais me encontrar
Não sei se ainda teu
Mas ainda aqui...
Quando foste eras minha e eu era teu...
Agora... agora o tempo passou
foste e fiquei
fizemos escolhas na ausência de nós mesmos
e ficamos sem nós, agora sou eu e tu és tu, não mais nós...
Mas estarei aqui quando voltares...
volte!
volte!
não sei se ainda teu
mas ainda aqui...
É SOLITÁRIO ANDAR POR ENTRE A GENTE
e visto coisas interessantes...
vazio
cinza
só...
pensamentos fúteis
nada complicado
fórmulas simples...
mulheres nuas...
livros
projetos
pessoas amigas....
mais adiante, imagens de mim mesmo
com frio
sentado
e só...
interessante me ver assim...
porque estou sempre com calor
em pé
e rodeado...
é solitário andar por entre a gente,
mas interessante e necessário...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Todos nós e Ele
E de tanto conhecer e conviver com tantos tipos de cristãos cheguei a uma conclusão: todos esses aí, todos, sem exceção, na melhor das intenções, buscam a Deus.
Precisamos dEle, sem Ele nada do que foi feito se fez.
É interessante notar que Deus, aceita e entende todos, eu (o pecador), os chorões, os críticos irremediáveis, etc. Todos nós, ao buscarmos Deus, encontramos isso: aceitação e compreensão, pois só Ele para aceitar e compreender essa pluralidade que somos nós. Só Ele para lidar com nossas mazelas, nossos rabujos, nossas críticas, nossos pecados...
domingo, 27 de dezembro de 2009
TROCANDO EM MIÚDOS
- Vou lhe deixar a medida do Bonfim. Sentenciou Ulisses.
Ulisses e Helena conheceram-se no carnaval de Salvador, ela, prostituta, ele, funcionário público, financeiramente estabilizado e, na época, responsalvemente irresponsável. Foi coisa de boteco, muita gente, música alta, trio elétrico passando em algum lugar próximo dali. Ele chegou, sentou, batucou alguma coisa na mesa, chamou o garçom e perguntou: - Alguma disponível aí? O garçom, afoito por essa gorjeta, não se demorou e apareceu com Helena pelas mãos.
- Taí doutor, coisa boa!
Ulisses, sem romantismo a pegou pelo braço e subiu. Ela, sem meias palavras, antes de tirar a roupa, quis negociar e depois de tudo acertado, aconteceu o esperado.
Depois de tudo, Ulisses virou para o lado, tocou o rosto de Helena e já não a olhava com os mesmos olhos de outrora. Seu olhar, agora, era demorado e terno. Helena, nunca percebida com tanta intensidade, quis se alegrar. E nesse momento peculiar, Ulisses falou:
- Fica comigo?
- Não te quero mais assim, te quero pra sempre e só minha.
Helena sorriu um sorriso triste. O sorriso foi pela alegria em ouvir o convite e o triste foi por não acreditar nele.
Ulisses levantou, foi até o banheiro, lavou o rosto, voltou, abraçou Helena e perguntou novamente:
- Fica comigo?
Helena, num misto de surpresa e aborrecimento, disse: - Não brinque comigo, a vida já tem brincado demais.
- Eu não sou a vida, eu sou Ulisses e falo sério! Fica comigo?
E Helena, na esperança de que o conto de fadas virasse livro, aceitou.
E como em Manoel Bandeira Ulisses “tirou Helena da vida, instalou-a numa bela casa em Salvador, pagou médico, dentista, manicura... Dava tudo quanto ela queria”.
Passaram-se os anos...
E numa tarde cinza, por volta das 17:00 horas, chegando Ulisses sorrateiramente em casa com o vestido tão desejado por Helena, a contemplou fogosa sobre um homem e sobre a cama do casal. Ulisses dominou o instinto e, literalmente contemplou a cena, pois aquilo não era para ser visto, o momento requeria contemplação, ele não deveria sentir a cena, mas pensá-la.
Ulisses, contrariando o nome que trazia consigo, recuou mais sorrateiramente ainda e do lado de fora esperou o troiano sair, e como herói, dos mais bobos, entrou feliz, com o vestido nas mãos, o sorriso teatral no rosto e muito amor para dar.
Helena, com o cinismo que agora conhecemos, recebeu o presente e jogou-se no braço de Ulisses.
Ulisses, na ânsia de não explodir, começou a pensar, por horas e dias no que fazer sobre o assunto, com o passar do tempo seu sorriso ficou mais cinza, a expressão alegre perdia vida, os abraços se afrouxaram, chegar do trabalho começou a virar um sacrifício. Os presentes cessaram, o sorriso se foi e as máscaras estavam no limiar de caírem.
Helena sem saber (ou sabendo) o que acontecia, não resistiu à frieza, a indiferença e ao olhar frígido, descontente e distante de Ulisses, até que um dia criou coragem, esperou Ulisses chegar, por volta das 18:00 horas e disse:
- Não quero mais!
Ulisses respondeu: - Vou lhe deixar a medida do Bonfim, mas fico com o disco do Pinxinguinha, sim? O resto é seu.
Helena, não esperando a resposta, nem a intensidade da frieza que permeava a mesma, perguntou: Por quê?
Ulisses respondeu: - Trocando em miúdos, pode guardar as sobras de tudo que chamam lar, as sombras de tudo que fomos nós, as marcas de amor nos nossos lençóis, as nossas melhores lembranças.
Helena, nervosa, quem sabe arrependida, mas não confidente, relutava: - Por quê? Fale, fale... eu não mereço isso!
Neste momento Ulisses pensou em deixar de ser herói e virar vilão, mas ao olhá-la no fundo dos olhos viu que ali estava alguém que não valia a pena... Desejou agredi-la, berrar, gritar e dizer verdades, mas se conteve, concluiu que naquele relacionamento mentiroso a verdade não tinha vez e respondeu: - Eu, no meu mais íntimo, já tive a esperança de tudo se ajeitar, mas pode esquecer.
Helena, tomada por um desespero agressivo, gritou: - E a nossa aliança!?
Ulisses sabia que a única aliança que permanecia entre eles era a de ouro e disse: - Aquela aliança, você pode empenhar ou derreter.
Helena, já inerte, vencida, mas ainda ré sem confissão, caiu sobre as pernas, chorosa e nua de argumentos que pudesses fazê-lo parar com aquilo, fazer Ulisses ficar... Mas porque Helena, por que o traías, ele foi teu e te fez dele no momento em que eras de todos e de ninguém. Por que não respeitaste isso e o traiu de maneira tão vil?
Ulisses, como se proferisse um discurso, disse: - Devo dizer que não vou lhe dar o enorme prazer de me ver chorar, nem vou lhe cobrar pelo seu estrago, meu peito tão dilacerado. Aliás, aceite uma ajuda do seu futuro amor pro aluguel.
Ao ouvir “do seu futuro amor” Helena quis interrompê-lo, mas essa foi a sua confissão, ficou em silêncio e Ulisses continuava: - (...) devolva o Neruda que você me tomou e nunca leu.
Ulisses bateu o portão sem fazer alarde, levou a carteira de identidade, parou num bar e tomou várias e a saideira, sempre com uma sensação estranha de “muita saudade”.
Passaram-se alguns dias, voltou a casa, pegou uma última mala e saiu dali com a leve impressão de que já ia tarde.
Depois disso nunca mais se soube notícias de Ulisses, e Helena voltou para a vida... Alguns dizem que ela chama a todos os seus clientes de Ulisses e chora muito depois dos programas...
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
DEUS NASCEU...

Natal
Para alguns é festa, comida, confraternização
Mas para DEUS...
bem, para DEUS, Natal significa você!
É isso mesmo...
Ele nasceu, por que precisávamos desse nascimento
precisávamos desse alento
precisávamos desse plano
precisávamos dessa vida
precisávamos dessa morte
precisávamos dessa ressurreição
Ele não se furtou
Ele veio!
Nada de palácio
Nada de luxo
Nada de guerra
Nada de ostentação
Nada de pessoas ricas, finas festas
Nada de ouro
tudo simples, tudo simples
O que interessava de fato era você!
Aí Ele veio, marginalizado, periférico, mas firme
e Entregue por ti e para ti!
O grande ato de DEUS aconteceu na estrebaria, nada de granito, era só palha
Nada de guarda real, eram só animais...
Natal é isso
É DEUS
É NASCIMENTO
É MORTE
É VIDA
É SALVAÇÃO
É VOCÊ!
Foi por você!
Por isso vale toda festa, toda comida e toda confraternização,
pois de fato, na vinda e vida dEle nós realmente nascemos, então...
Comemoremos, NÃO O NATAL DE JESUS, MAS O NATAL DOS HOMENS ATRAVÉS DE JESUS!
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Tá tudo assim... tão diferente...
Sinto saudade de ti, BH
Nunca pensei que sentiria tanta falta daquele sotaque...
O frio, meu Deus, o frio... te amo tanto, frio!
Mês de julho, por aí os dias são cinzas e frios, igual minha alma
Ser cinza e frio, ter a alma cinza e fria, não é ruim, é vontade de ser poeta...
Minas é terra de poetas, que possuem almas cinzas e frias, mas só quando fazem música e poesia...
Na maioria das vezes, os humanos daí são coloridos e profundos...
Os falsos daí, sem brilho e superficiais, são como os daqui...
Que saudade do pão na cesta, da boa educação
Sinto tanta falta de ti, BH...
Amaste-me tanto, fizeste-me tão bem...
Carregaste-me no colo,
Ensinaste-me a usar as lágrimas para regar meus sonhos...
Ensinaste-me que DEUS está acima de toda e qualquer tradição eclesiástica
Ensinaste-me que as tradições religiosas são, geralmente, burras
Nas tuas igrejas conheci um DEUS abundante, rico em graça e devedor em chatices e tradições...
Por aqui... tá tudo assim, tão difente, pois sem você aqui fica tudo assim, tão diferente mesmo...
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Sobre nascer
É vida que vem...
Vem a vida, nos alegra a vida
Vive-se a vida...
São filhos, são filhas...
A todo instante surgem...
Vida...
Nasce...
Uns choram, outros riem, tudo faz parte da vida...
Alegre, triste, nada é pra sempre, é tudo fulgás
A vida nos dá a vida e nós damos para ela o melhor ou o pior de nós
Nossa vida é soma
Soma do que somos e fazemos...
Nossa vida é soma de relacionamentos
Relacionamentos com Deus e com os homens...
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Corrupção...
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Nossos museus

Os filmes evidenciam que todos nós precisamos voltar aos nossos museus, remoer nosso passado e construirmos nossos futuros. O passado é importante, só não podemos nos tornar escravos dele, devemos visitá-lo com freqüência, aprender com os erros, potencializar os acertos e caminhar, caminhar e caminhar...
Assistam ao filme... e visitem seus museus!